Tags

,

Conhecer o próprio corpo e as próprias emoção não é coisa fácil de se fazer. Várias vezes eu extrapolei meus limites. Muitas vezes não percebi ele chegando. Em alguns momentos parece que eu fico cega para o que está acontecendo e não consigo colocar o limite no momento certo e é claro que a conta vem logo depois. Dura, difícil e invariavelmente dolorosa.

A grande questão é porque?

Porque não parar antes e mais ainda, como perceber o limite? Faz dois anos que parei de tomar anti depressivos. Os medos gradualmente foram diminuído. Isso é bom, mas por outro lado o medo me mantinha atenta. Como fazer isso agora é a minha questão. Porque uma vez que a crise chega é tão mais difícil sair dela. Mas eu estou descobrindo que essa percepção sozinha também é bem complicada. Talvez seja por isso que tenho impressão que o surto acontece do nada. Mas nunca é do nada. E acho que agora não poderia me guiar somente pelo meu corpo. Tenho que colocar minha cabeça para funcionar e racionalmente colocar limites e rotinas. E é tão louco perceber que as coisas que dão prazer são também as que me jogam no fundo do poço. E com uma rapidez espantosa. É bem difícil cultivar a paciência e a observação e agora eu desisti de tentar saber que situação é melhor ou pior. Todas são ruins e boas, difíceis e mais fáceis a sua própria maneira. É extremamente complicado tentar relaxar e observar o pânico enquanto ele acontece, mas também não é fácil praticar quando tudo parece bem e eu tenho a sensação que não preciso tanto, que posso deixar para amanhã.

Passei por um mês extremamente complicado, quase perdi minha mãe. E de tudo o que aconteceu eu percebo que agora a vida precisa de ajustes. E que coisa louca perceber que esses ajustes parecem mais difíceis na calma do que na tempestade. Talvez um seja mais difícil e o outro mais doloroso. Mas também de que tentar colocar etiquetas, nomes nas coisas?

De um jeito ou de outro é só para frente que se anda.

Advertisements