Sabe aquela fase que parece que as coisas te escapam?

Não está tudo horrível, não está tudo maravilhoso, mas parece que tem um nó na garganta que não se dissolve, parece que a cada tanto de passos nós tropeçamos naquela mesma pedra conhecida e ainda assim não a reconhecemos imediatamente. Ficamos dando voltas em torno de nós mesmas sem reconhecer que, aquela pedra é exatamente a mesma pedra dos tropeços anteriores. A lama pode até encobri-la, mas é ela mesma quem está ali.

É difícil de não se chatear quando as sensações voltam depois de um tempo de calmaria. Eu fico com a impressão que as coisas se dissolveram, melhoraram de vez. Mas parece que nunca melhora completamente, nunca se apaga totalmente. E eu sei disso, repito isso para mim mesma mas volta e meia me esqueço, e quando o medo aparece é difícil evitar a raiva, a frustração e o medo do medo.

Parece que o abismo acompanha, às vezes mais longe e às vezes tão perigosamente perto. Não sei se é de fato possível mudar quem somos, prefiro acreditar que posso e devo estar sempre atenta, sempre alerta, ainda que isso não signifique estar tensa, ainda que isso não signifique eu possa estar relaxada.

Não sei se nessa vida se chega de fato a algum lugar, mas o caminho já dá tanto trabalho que eu não entendo essa minha necessidade de ter um objetivo final, seja ele qual for. É uma bobagem, eu enxergo como bobagem e ainda sim não consigo abrir mão dela….

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