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É sempre surpreendente perceber que certas emoções, aparentemente resolvidas, estavam apenas adormecidas. Temos uma tendência de cair no conto de que nossas instabilidades são causadas pelos outros ou pelas situações, quando tudo está em nosso olhar. Quando parei de tomar remédios, eu ativamente me forcei a olhar meus medos de frente e o tempo todo. O medo virou meu companheiro, me acostumei com sua presença e me adaptei a ele. Com o tempo, o tratamento de SE e a meditação, tudo isso foi ficando cada vez menos intenso. O que eu não estava esperando é que outras questões, que estavam obscurecidas, emergiriam. Sensações de raiva, irritação, carência, desejos, apegos, nada de diferente do que todo sentem e que de alguma forma estranha me surpreenderam.

É bem interessante observar como situações e pessoas têm me levado de um lado para o outro. Eu sinto com muita intensidade, como sentia com o pânico, mas não tenho conseguido trazer o controle que aprendi lidando com o pânico para essas outras situações. Tenho conseguido enxergar, perceber as emoções surgindo, mas não consigo dissolver-las. Ainda dou uma solidez grande para muitas coisas. Percebo no meu rosto, no meu olhar que a leveza de vez em quando se esconde.

O caminho é sempre esse eu acho. Na base me parece ser tudo a mesma coisa, a diferença parece ser o sabor de cada situação. Acostumei com o gosto da banana, mas o azedo do morango, por enquanto ainda me arrepia.

 

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